sábado, 7 de abril de 2012

Londres critica Argentina por fala sobre “submarino nuclear”


Nick Clegg, vice-premiê britânico, disse que acusação de envio de submarino é 'sem fundamentos' (AFP)

SEUL – Argentina e Grã-Bretanha tiveram um atrito nesta terça-feira em Seul depois que o chanceler argentino, participando de uma cúpula sobre segurança nuclear, acusou uma "potência extrarregional" de enviar ao Atlântico Sul um submarino capaz de transportar armas nucleares.
As tensões entre Londres e Buenos Aires recrudesceram às vésperas do 30º aniversário da guerra travada entre dois países pela posse das ilhas Malvinas (ou Falklands), que durou dez semanas e resultou na morte de 650 militares da Argentina e 255 da Grã-Bretanha.
A Grã-Bretanha ficou indignada com as declarações do ministro Hector Timerman, e o vice-premiê britânico, Nick Clegg, re-escreveu seu discurso para apresentar uma resposta.
"Receio ter a obrigação de responder às insinuações feitas pela delegação argentina sobre a militarização do Atlântico Sul pelo governo britânico", disse ele. "São insinuações infundadas e sem base."
A Grã-Bretanha, que venceu a guerra e controla as ilhas, diz que só aceita discutir a soberania do arquipélago caso os seus 3 mil habitantes solicitem, o que parece improvável num futuro próximo.
Reuters


Nota da Redação:
É dona Argentina, lembras do general Figueiredo que comandou o Brasil e obrigou a aterrissar no Rio, durante a guerra das Malvinas, um  avião militar britânico (Vulcan), que armado ia para o conflito nas Malvinas? Pois é, a rota que esse avião fazia era em direção a Buenos Aires, e aí??

Vulcan – possivelmente em rota direta para Buenos Aires (a guerra era nas Malvinas)

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REAÇÃO
No dia 5 de junho de 1982, a embaixada britânica entregou um duro texto para as autoridades brasileiras. A conclusão da mensagem, incluída no documento 011650 do SNI, não poderia ser mais objetiva. 'O governo de Sua Majestade Britânica lamenta ter que deixar claro ao governo brasileiro que a reversão da decisão anunciada em 3 de junho, se mantida, acarretaria sérias conseqüências para as amistosas relações de que a Grã-Bretanha e o Brasil têm desfrutado ininterruptamente há tanto tempo e às quais atribui grande valor', diz a mensagem.
No recado enviado pelos britânicos, é feita menção à passagem de aviões com armas para a Argentina. 'À luz das antigas e amistosas relações entre a Grã-Bretanha e o Brasil, o governo de Sua Majestade Britânica acredita ter o direito de esperar tratamento equilibrado na atual situação de crise. Nesse contexto, tem conhecimento de que aviões militares argentinos e outras aeronaves utilizaram e continuam utilizando aeroportos brasileiros ao transportarem equipamento militar para uso pela Argentina.'
Os papéis mostram o esforço do Brasil para negar ao governo britânico a versão de que fosse conivente com o trânsito de armas. 'Já foi explicado ao embaixador britânico que o governo brasileiro não tem interesse em participar de operações triangulares para o fornecimento de armas', relata a correspondência enviada pelo Ministério das Relações Exteriores a Figueiredo.
Segundo o documento, o Brasil teria avisado aos ingleses 'que já vendeu e continuará a vender armas' ao país vizinho. Pressionado pelos britânicos, o governo devolveu o Vulcan a seu país de origem, mas sob condições que não desagradaram à Argentina – sem as armas e com a garantia de que não seria mais usado na guerra. De fato, nem foi preciso, já que os ingleses definiram o conflito naquele mesmo mês de junho. 

Fonte: Arquivos revelam que Brasil pendeu pela Argentina na Guerra das Malvinas
O Estado de S. Paulo - 12/11/2006

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