domingo, 11 de março de 2012
O Fórum FAAP de Discussão Estudantil
A Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) promove
anualmente o Fórum FAAP de Discussão Estudantil, que preza pela qualidade e
alto padrão, desde estrutura, até no nível de discussões.
O Fórum FAAP é reconhecido por ser uma das melhores
simulações de organismos internacionais de todo o país. É destinado aos alunos
de Ensino Médio, que formam uma delegação, que virá a representar um ou mais
países. Durante os quatro dias de evento, cada delegado do Estado designado
discutirá temas importantes da agenda internacional.
A interdisciplinaridade é característica marcante neste
projeto, que se comprova com a inserção de diversas áreas do conhecimento nos
temas a serem debatidos. O projeto é concretizado por diversos alunos das Faculdades
da FAAP.
O evento Fórum FAAP de Discussão Estudantil, em todas as
edições, contou com a presença de pessoas importantes no cenário nacional e
internacional, como o então Sub Secretário Geral das Nações Unidas Gilberto
Schlittler, ex-governador do Estado de São Paulo Cláudio Lembo, o Prefeito da
Cidade de São Paulo Gilberto Kassab, entre outros. A FAAP, consciente da
importância deste instrumento pedagógico e do sucesso das edições anteriores,
realizará o VIII Fórum FAAP entre os dias 06 a 09 de junho de 2012.
O Fórum FAAP - Opções de alimentação
O Fórum FAAP de Discussão Estudantil acontece no campus da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), uma das mais renomadas faculdades brasileiras, com cursos reconhecidos no Brasil e no exterior.
As discussões tradicionalmente acontecem em salas patrocinadas por grandes empresas, no prédio 5 do campus; salas essas que oferecem conforto e um ambiente diferenciado para os alunos participantes do evento.
A equipe organizadora do Fórum FAAP 2012, visando um feriado muito agradável para todos os participantes, desenvolveu uma lista de restaurantes próximos a FAAP. Sendo assim, esperamos que vocês desfrutem da nossa lista, que segue a baixo:
Opções de restaurante
Av.Higienópolis, 618 – Shopping Pátio Higienópolis Piso Veiga Filho-Loja 1013 a 1015 (011) 3823-3796 | Rua Armando Penteado, 33 (011) 3826-4689 |
|---|---|
Pça Vilaboim, 65 - São Paulo (011) 3826-2941 | Pça Vilaboim, 65 - São Paulo (011) 3826-2941 |
Pça Vilaboim, 77 - São Paulo (011) 3826-4619 | Rua Armando penteado, 7 - São Paulo (011) 3666-9048 |
Pça Vilaboim, 63 - São Paulo (011) 3666-2087 | Pça Vilaboim, 73 - São Paulo (011) 3476-2201 |
Pça Vilaboim, 113 - São Paulo (011) 3666-3966 | Pça Vilaboim, 55 - São Paulo (011) 3822-1374 |
Pça Vilaboim, 93 - São Paulo (011) 3666-2086 | Rua Alagoas, 852 - São Paulo (011) 2893-0050 |
Rua Alagoas, 900 (011) 3662-2551 | Rua Armando Penteado, 48 - São Paulo (011) 3666-2401 |
Rua alagoas, 900 - São Paulo (011) 3666-7267 | Rua Alagoas, 1020 - São Paulo (011) 3826-9514 |
Rua Alagoas, 828 - São Paulo (011) 3661-1134 | Rua Alagoas, 836 (011) 3666-8910 |
Rua Alagoas, 900 (011) 3662-2551 | Pça VilaBoim, 63 (011)3666-2037 |
III Prêmio Fórum FAAP de Responsabilidade Social
1. Inscrição
1.1 Sendo efetivada a inscrição da escola no VIII Fórum FAAP de Discussão Estudantil, a mesma será automaticamente inscrita para participar do III Prêmio Fórum FAAP de Responsabilidade Social.
2. Equipes
2.1 As equipes deverão ser compostas por apenas uma escola. Cada escola poderá ter somente uma equipe
2.2 As equipes poderão ser compostas de forma mista, podendo haver na mesma equipe alunos, professores e funcionários das escolas.
2.3 Cada equipe elegerá um líder que será responsável pela mesma durante os dias de arrecadação dos materiais escolares.
3. Líder
3.1 Só serão dadas informações referentes à pontuação ao líder da equipe.
3.2 Cabe ao líder a divulgação do andamento do prêmio aos demais integrantes.
4. Materiais Escolares
4.1 Somente serão aceitos materiais escolares novos.
5. Pontuação
A pontuação será feita com base na seguinte tabela;
Materiais Escolares
Tipo Qtde Pontos
Papel sulfite 500 folhas 50
Lápis de cor 12 cores 40
Cola branca 1kg 35
Tinta guache 6 cores 15
Refil de cola quente Pacote de 500g 15
Durex largo 1 unidade 5
Cartolina branca 1 unidade 5
5.1 Definições:
5.1.1 Entende-se como “Material novo”, aquele que não possui uso e esta em embalagem fechada.
5.1.2.1 Materiais já usados não serão aceitos, nem pontuados.
6. Pontos de Coleta
- Fundação Armando Alvares Penteado
Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo – SP
01242-902 / Portaria G2
7. Período da disputa pelo Prêmio
7.1 A arrecadação ocorrerá entre os dias 02 a 20 de maio de 2012.
7.2 As escolas deverão agendar o dia e horário da entrega, pelo tel. (11) 3662-7853 no período da tarde, na semana anterior aos dias de arrecadação.
7.3 As escolas situadas fora da grande São Paulo, poderão entregar os materiais nos dois primeiros dias (6 e 7 de maio de 2012) do VIII Fórum FAAP de Discussão Estudantil, porém com agendamento prévio.
7.4 Não serão aceitas entregas sem agendamento prévio.
8. Controle
8.1 A contagem dos pontos será feita pelos responsáveis nos pontos de coleta, com a supervisão do líder da equipe ou de qualquer outro integrante da equipe.
8.2 Os responsáveis nos pontos de coleta serão Marilia Acedo, Diretora Financeira e Fernanda Sarmazo, Diretora de Comunicação do VIII Fórum FAAP, com o auxilio de três voluntários do staff.
9. Ranking
9.1 O ranking será divulgado parcialmente, nas comunidades do Fórum FAAP nas redes sociais (Facebook, Twitter).
10. Divulgação dos resultados
10.1 A divulgação dos resultados será feita no dia 9 de maio de 2012, na cerimônia de encerramento do VIII Fórum FAAP.
11. Premiação
-1º Prêmio – Troféu e certificado para a escola, e certificado para delegados/jornalistas
-2º Prêmio – Certificado para a escola e delegados/jornalistas
-3º Prêmio – Certificado para a escola e delegados/jornalistas
11.1 A equipe vencedora será aquela que obtiver maior pontuação, mediante a tabela
definida.
11.2 Em caso de empate, a escola vencedora será aquela que possuir maior quantidade de
materiais com maior pontuação.
11.3 O prêmio será o mesmo, independentemente do número de integrantes das equipes.
12. Punição
12.1 O não cumprimento das regras aqui estabelecidas acarretará na desqualificação da
equipe do evento.
13. Outros
13.1 Questões eventualmente omissas no regulamento ou que gerem dúvidas de interpretação
serão decididas a critério exclusivo da comissão organizadora do VIII Fórum FAAP de Discussão
Estudantil.
13.2 A arrecadação total dos materiais será doada a organização não-governamental: Casa do Zezinho.
Contato:
forumfaap_com@faap.br
(11) 3662-7358 / (11) 3662-726
CCOM -Comitê de Comunicação
Os meios de comunicação exercem um papel fundamental perante
a sociedade, e o jornal nada mais é que do que uma mídia social atuante que
busca promover a conexão entre os indivíduos e as informações recorrentes em
toda a dimensão mundial. Através do jornal podem ser traçados paralelos entre o
passado, o presente e o futuro, sendo que por meio dele é possível ir além das
notícias, desvendando no contexto social, as circunstâncias que geraram o fato
até a avaliação de suas consequências. O jornal tem a função de ser veículo dos
muitos meios, modos, culturas e linguagens componentes de uma sociedade.
O objetivo de sua divulgação é apresentar os fatos de modo
imparcial, objetivo e com caráter crítico. Tendo como base essas
características, para ser um bom profissional no campo jornalístico é
imprescindível ter como predicado a imparcialidade e a excelência visando à
comunicação clara e concisa, além do dever de transmitir informações
importantes e realistas, evitando seguir o caráter tendencioso ou
sensacionalista.
O Jornal Fórum em Foco, na sua VIII edição, proporcionará
aos participantes uma experiência diferenciada e inovadora, uma vez que a
composição do jornal será realizada em uma linha editorial própria. Portanto,
mantendo a seriedade realizada nas edições anteriores, apresentaremos uma
equipe jornalística pautada por uma série editorial exclusiva, onde cada dupla
de jornalistas será designada a cobrir um determinado comitê durante o decorrer
do evento, sendo que deverão formular os acontecimentos mais importantes do
mesmo a serem inseridos no conteúdo do jornal. Desta forma, os artigos escritos
farão parte do Jornal Fórum em Foco e estarão nas mãos dos participantes do
evento ao final dos dias.
UNODC -O tráfico de pessoas: a ameaça do crime organizado aos direitos básicos do ser humano no continente europeu
“The
victims of human trafficking have many faces. They are men and women, adults
and children. Yet, all are denied basic human dignity and freedom. All too
often suffering from horrible physical and sexual abuse, it is hard for them to
imagine that there might be a place of refuge.”
O tráfico de pessoas é uma indústria lucrativa e tem sido
identificada como a indústria criminal que mais cresce no mundo, perdendo
apenas para o tráfico de drogas. Hoje estima-se que todo o ano 12,3 milhões de
pessoas são traficadas - sendo 80% delas mulheres e crianças. Mais de 161
países sofrem do tráfico, mas a maior parte do local de destino das vítimas é o
continente Europeu.
As conseqüências desse problema não são apenas sociais, mas
também políticas e econômicas. As vítimas do tráfico humano podem passar por
abusos físicos, sexuais e psicológicos, além de tortura, privação, uso forçado
de substâncias, manipulação, exploração econômica, trabalho e condições de vida
abusivos. Algumas nunca se recuperam completamente do trauma.
O que mais atrai os traficantes para esse
"mercado" é a forma rápida e fácil de se fazer dinheiro. Colocando em
números, no ano de 2005 calculou-se um ganho de 31.6 bilhões de dólares da
exploração do tráfico de seres humanos, provenientes de regiões como Ásia,
América Latina, Caribe e África subsaariana. Hoje esse valor é de 32 bilhões, e
o tráfico sexual de mulheres e crianças é responsável por mais da metade dessa
quantia.
Através da fusão do “Programa de Controle de Drogas das
Nações Unidas” e do “Centro de Prevenção do Crime Internacional”, alinhado a
necessidade de um braço da ONU que cuidasse de problemas como crime organizado
e corrupção, em 1997 cria-se o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e
Crimes (UNODC), o qual hoje é o principal órgão global na luta contra as drogas
ilícitas e o crime internacional. O comitê possui 21 escritórios que atuam em
todas as regiões do globo. As três principais áreas de atuação do UNODC são
saúde, justiça e segurança pública. A partir desses temas desdobram-se
abordagens como drogas, crime organizado, tráfico de seres humanos, corrupção,
terrorismo, desenvolvimento alternativo e prevenção ao HIV entre usuários de
drogas e pessoas em privação de liberdade.
Em 1999 o Programa contra o Tráfico de Seres Humanos foi
instaurado pelo Escritório, auxiliando os Estados-Membros no combate contra
esse crime. O órgão promove medidas efetivas para a repreensão de ações
criminosas ligadas a esse tipo de tráfico e oferece ajuda prática a todos os
países, esboçando leis e estratégias para o combate do problema, além dos
recursos para que essas medidas sejam implementadas.
O tráfico humano é um crime contra a humanidade. Quase todos
os países do mundo são afetados por ele em todas as suas formas, porém, até
agora, as respostas internacionais são, na melhor das hipóteses, desiguais.
Os temas que deverão ser discutidos nessa simulação remetem
aos desdobramentos do tráfico de pessoas relacionados ao crime organizado — com
foco no continente europeu — buscando soluções para extinguir esse tipo de
crime e meios de combater os traficantes.
BM - O papel do Banco mundial no auxilio pós desastres naturais
O Fórum FAAP esta de volta com o Banco Mundial e esse ano
temos a desafiadora proposta de discutirmos o Papel do Banco Mundial no auxilio
pós desastres naturais, que tem aumentado sua intensidade e freqüência de
ocorrência nos últimos dez anos.
O Banco Mundial é uma instituição financeira internacional
que atua emprestando dinheiro aos países com projetos governamentais de
desenvolvimento e tem como seu objetivo principal a redução da pobreza no
mundo.
Japão ,Paquistão, Índia , Afeganistão, Estados Unidos,
Indonésia, Sri Lanka, Brasil, Haiti, Moçambique, e outros países foram
atingidos recentemente por desastres naturais. Quando falamos de desastres
naturais estamos falando ao mesmo tempo de: terremotos, avalanches, tornados,
tsunamis, vulcões, inundações.
Os desastres ocorrem no mundo todo mas o impacto social e
econômico que eles tem nos países pobres e em desenvolvimento são bem maiores
do que nos países desenvolvidos. Há certa urgência no auxilio a esses países,
pois é necessário auxilio aos desabrigados, auxilio médico, muitas vezes as
doenças podem vir a se alastrarem devido as precárias condições sanitárias que
o país se encontra, há necessidade de envio de comida, roupas, produtos de
higiene básica, reconstrução das casas e muito mais e tudo isso requer auxilio
financeiro.
O Banco Mundial tem financiado a reconstrução pós desastres
naturais desde a sua criação. Mesmo assim, o engajamento do banco tem sido cada
vez maior em ajudar países a recuperarem-se dos desastres para reduzir sua vulnerabilidade.
De acordo com uma avaliação do Banco Mundial, o Terremoto
que atingiu tanto o Paquistão, Afeganistão e o Norte da Índia em outubro de
2005 que chegou a matar mais de 85.000 pessoas. O Banco Mundial fez um fundo
com $ 470 milhões de dólares para reparar os danos feitos pelo terremoto
através de construção e reconstrução de casas afetadas, ajuda mínima para que
essas família afetadas possam garantir sua subsistência enquanto os países se
recuperam dessa catástrofe. Diversos casos como esse ocorreram no mundo nos
últimos anos, na maioria deles foi necessário agir de maneira rápida e ágil,
pois nem sempre é possível prever o que acontecerá na natureza.
Essa é a razão pela qual os senhores delegados precisarão
trabalhar duro durante os dias de debate. Pois não é apenas um país que tem
sido afetado pelos desastres naturais, diversos países têm sofrido
conseqüências e todos eles, sem exceção precisam de ajuda internacional e ajuda
imediata. Os senhores irão discutir medidas que podem vir a ser tomadas em seu
país. As decisões tomadas nesse comitê podem mudar sua compreensão da
necessidade de uma cooperação internacional e até onde essas cooperações podem
vir a ajudar na recuperação e desenvolvimento de um país.
1 Independent Evaluation Group. Harzards of Nature: Risk to
Development. An IEG Evaluation of the World Bank Assistance for Natural
Disasters. World Bank.
2 Independent Evaluation Group. Harzards of Nature: Risk to
Development. An IEG Evaluation of the World Bank Assistance for Natural
Disasters. World Bank.
OMC - Combatendo o protecionismo e as barreiras alfandegárias em tempo de crise mundial
É impossível pensar em um mundo onde as decisões tomadas por
lideres de cada país no que diz respeito ao comercio, não venham a afetar a
toda a economia mundial. Vivemos em um mundo globalizado, onde cada país luta
para expandir seu mercado de consumo, seja escoando sua produção, seja
importando insumos para produzir mais para atender seu mercado interno e depois
para crescer mais e começar a exportar.
Porem o mais impressionante é que essas decisões tomadas
pelos lideres podem até começar influenciando a sua economia local, mas acaba
invadindo em âmbito global, a forma como os países se relacionam com o resto do
mundo, pois acaba influenciando na política externa de cada país. Muitas vezes
um país pode fechar acordos comerciais que a primeiro momento podem parecer
desfavoráveis se pensar só no comercio, entretanto pode significar ter um forte
aliado para conseguir, por exemplo, um assento no conselho de segurança da ONU.
Uma pesquisa realizada em 2009 pela ONU mostrou que dos vinte
países que participavam do G20, apenas três deles não adotaram medidas
protecionistas, que podem ser desde subsídios a economia local, até taxar mais
impostos a produtos importados. Em tese, todos os países são a favor a
liberalização do comercio mundial, quebrando assim todas as barreiras
alfandegárias para se ter um desenvolvimento econômico mutuo e integrado.
Infelizmente essa tendência não pode ser levada ao pé da letra, já que o país
que se abrir economicamente, poderá fadar a sua industria nacional ao fracasso
e para haver crescimento é necessário ter uma forte industrialização.
Os alunos que se interessarem por este projeto devem sempre
levar em conta a diplomacia e a economia de seu próprio país, estudando como
sua nação atua no mercado internacional e principalmente como atua no mercado
regional, com a intenção fechar acordos e soluções de forma a agradar o mercado
mundial, o mercado regional e principalmente o mercado nacional. Estes acordos
multilaterais são definidos dentro da OMC, porem para ser alguém dentro deste
organismo requer muito mais do que ter um bom produto para negociar. Será
necessário ter muito jogo de cintura, sangue frio, espírito competitivo, um
raciocínio lógico e muito poder de persuasão. Se você se sente apto a representar
sua nação e ainda influenciar as outras a seguirem seus ideais, embarque nesta
jornada!
A União Européia no pós-crise
“Há uma desaceleração grave e duradoura do crescimento
mundial, o que será mais duro para a Europa e mais ainda para certos países
pobres” – Dominique Strauss-Kahn. Em 15 de setembro de 2008, o banco de
investimentos Lehman Brothers pede concordata apresentando a maior falência da
história americana. Isso fora causado pela crise do “subprime” (o crédito
imobiliário para pessoas consideradas com alto risco de inadimplência).
Contudo, era só o começo.
A Europa hoje sofre com os efeitos da crise imobiliária
americana, o Euro passa pelo seu primeiro teste real. Os casos mais
inquietantes são os de Portugal com 8,4% de déficit em 2010, Irlanda com 5,3%,
Itália 9,4%, Espanha com 11,5% e o mais alarmante de todos, o da Grécia com
9,4% (lembrando que a União Europeia estabeleceu 3% sendo o máximo). O aumento
de gastos públicos fez com que os países se endividassem, aumentando o déficit
orçamentário e a dívida pública. Outro fato que preocupa é o desemprego, o
Reino Unido teve a maior tava de desemprego desde 1994, 8%; outros países como
Espanha e Lituânia chegam ao patamar de 20%.
O comitê tem como proposta submeter os delegados à
experiência de se colocar no lugar de chefes de Estado, não apenas discutindo a
crise, mas num genuíno processo de tomada de decisões para seus países. Além
disso, é importante a reflexão acerca das últimas décadas da economia mundial;
pensando nas consequências de toda a desregulação bancária, tanto da parte
americana quanto europeia e no processo de ascensão dos BRICS. “Algo desastroso
aconteceu no mundo. Temos que sair deste desastre e não esquecer como entramos.
Isso não poderá acontecer nunca de novo” – Angela Merkel.
A iminente expansão de armas nucleares e a adesão de novos países ao TNP
Expansão de energia nuclear, enriquecimento de urânio,
aumento de armar nucleares, repasse da tecnologia para grupos terroristas; tais
fatores podem ocasionar uma nova grande guerra internacional.
O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) foi
assinado em 1968 entrando em vigor em 1970 e, possui como principais objetivos:
impedir a proliferação da tecnologia para a produção de armas nucleares,
incentivar os desarmamento nuclear e garantir o uso da energia nuclear para
bens pacíficos.
Atualmente, 189 países são signatários do TNP, dentre esses,
cinco países já possuíam armas nucleares antes de 1967, China, Estados Unidos,
França, Reino Unido e Rússia, podendo somente estes manter suas armas
nucleares. Entre os signatários, existem dois países suspeitos de estarem
desenvolvendo armas nucleares secretamente: Síria e Irã. Ambos países alegam
que o desenvolvimento da sua tecnologia nuclear é voltada somente para fins
pacíficos, porém suspeitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
insistem na existência de desenvolvimento de armas nucleares nesses países.
Existe também a problemática de Israel, o qual é signatário do tratado e
claramente possui armas nucleares, porém não as declara oficialmente por
interesses políticos.
Existem três países-membros da ONU que não são signatários
do TNP e possuem armas nucleares assumidamente: Índia, Paquistão e Coréia do
Norte. Justamente por não terem assinado o TNP eles não podem sofrer sanções
oficialmente, porém tal poderio militar ameaça a segurança mundial, a paz no
planeta.
Além dos problemas já apresentados, existe também o
Protocolo adicional, que foi estabelecido em 1997 pela AIEA; nele os países se
comprometem a dar informações ainda mais detalhadas à Agência, dando acesso
livre aos inspetores da AIEA à seu país, a fiscalização objetiva uma maior
rigorosidade, promovendo assim uma maior transparência entre os países sobre
suas políticas nucleares. Entretanto, deve-se ressaltar que o Irã decidiu
retirar-se desse protocolo adicional em 2003, fato que levantou ainda mais
suspeitas sobre o seu programa nuclear, gerando grande apreensão no cenário
internacional.
Os países que rejeitaram o Protocolo Adicional afirmam que
não o fizeram por este violar um direito básico de um Estado, a soberania, além
disso, eles querem proteger suas tecnologias, as não divulgando para o resto do
mundo.
Cabe ao Conselho de Segurança das Nações Unidas resolver o
impasse da questão nuclear, afinal é uma grande ameaça para a paz mundial,
sendo benéfica a solução do conflito para todo o cenário internacional. Além
disso, essa reunião servirá para incentivar países não signatários ao TNP
aderirem ao mesmo para desta forma diminuir a chance de possíveis e futuros
conflitos.
“A crise na Líbia: a região em busca da solução.”
Fevereiro de 2011, Trípoli e Benghazi acordam em meio a
grande repressão e protestos populares brutais contra o líder Mu'ammar Minyar
Abu al-Qadhafi. Região conflituosa com um povo dividido entre a liberdade de um
período ditatorial inacabável e a regência de um líder autoritário que soube,
de certo modo, ter controle sobre seu território e população. Por sua vez, a
Líbia passou a conviver com forças de oposição em seu território, as quais
exigiam a saída de Qadhafi do poder e a implantação de um sistema democrático,
livre e pautado nos direitos humanos universais no país.
As tropas de Qadhafi executaram bombardeios aéreos contra a
própria população, levando o Conselho Nacional de Transição (CNT), formado pela
oposição líbia, a apelar pelo auxílio do Conselho de Segurança das Nações
Unidas (CSNU), o qual aprovou uma zona de exclusão aérea sobre o país. Tendo em
vista a situação preocupante, a Liga dos Estados Árabes (LEA) anunciou seu
apoio aos oposicionistas e, por sua vez, a Organização das Nações Unidas (ONU)
seguiu com a implementação da zona de exclusão aérea, sob o comando da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), limitando ainda mais a
atuação de Qadhafi.
A situação líbia começou a se tornar cada vez mais indefinida
a partir das constantes notícias de choques militares em Misrata, Sirte e Ras
Lanuf, com o controle sobre essas cidades mudando de mãos da noite para o dia.
Ações recorrentes da OTAN contra alvos das tropas pró-governo atrelada a
persistência do movimento opositor culminaram, na vitória sobre Qadhafi, em 22
de agosto de 2011, fato anunciado com entusiasmo pelos rebeldes líbios na
principal praça da capital Trípoli.
Movimentos revoltosos como o que vem ocorrendo na Líbia, e
que fazem parte da chamada Primavera Árabe, são resultados de problemas
internos não solucionados que incentivam uma frente opositora a se rebelar
contra o governo. No caso Líbio, mesmo após a deposição de Qadhafi, os
revoltosos não desistiram da captura daquele que, por 42 anos, os submeteu,
segundo os próprios líbios, à “escravidão” e à “repressão”, permanecendo a
resistência das forças fiéis ao ditador na região.
Em 20 de outubro de 2011, um comboio que levava Mu'ammar
Qadhafi, seu filho e o ex-ministro da defesa líbio para fora da cidade de
Sirte, foi atingido por um bombardeio de aviões franceses e norte-americanos
sob o comando da OTAN. Por terra, os rebeldes alcançaram o alvo e capturaram o
ditador que estava escondido em uma tubulação de esgoto. Vídeos gravados pelos
próprios rebeldes se espalharam ao redor do mundo mostrando a euforia da
população pelo feito, se contrapondo ao ditador ferido e clamando pela sua
vida. Às 12h30, foi anunciada a morte de Qadhafi.
A morte do líder não só encerrou definitivamente o período ditatorial,
como iniciou uma nova etapa na história da Líbia. O fim dos confrontos entre
forças pró e anti-Qadhafi, que deixaram um rastro de destruição no país, não
acabou com os problemas locais, muito pelo contrário, a nova etapa apresentaria
novos, e para muitos, maiores desafios ao povo líbio dividido em 140 etnias
distintas.
A Liga dos Estados Árabes reconhece o envolvimento de
questões políticas, econômicas e sociais, além da violação dos direitos
humanos, acreditando que o foco, com a morte de Qadhafi, passou a ser a
reconstrução da sociedade líbia. Segundo o próprio secretário-geral da
organização, Nabil al-Arab, o país deve olhar para o futuro e buscar a
instauração da paz a fim de acabar com mais um dos tantos fatores que
instabilizam a região.
Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável
Por muitas décadas, o homem não deu a devida importância
para os valores ambientais. A partir da primeira Revolução Industrial, o meio
ambiente começou a sofrer diversas transformações e impactos, pelo aumento da
produção agrícola, industrialização, entre outros fatores. Sem o devido cuidado
do homem com o uso sustentável dos recursos naturais. Além disso, com o
desenvolvimento do comércio, das indústrias e manufaturas, as principais
cidades se tornaram super populosas e com a alta demanda de produção dos bens e
meios de consumo, houve a criação da produção em série, até então realizada
manualmente. Trazendo o homem do campo para a cidade.
Nessa ordem, junto com a alta produção e utilização dos
meios naturais, acrescido do fenômeno da urbanização, a população começa a
conviver com uma poluição crescente nas grandes cidades e nos rios e
reservatórios de água. Com o século XX vemos a expansão desses segmentos
industriais muito impactantes do ponto de vista ambiental, econômico e social,
como por exemplo, o automobilístico e a siderurgia.
Após um longo período de devastação e utilização dos meios
naturais, entre as duas grandes guerras mundiais, em 1972 na cidade de
Estocolmo, na Suécia, houve a Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o
Meio Ambiente organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que contou
com a presença de diversos chefes de estado, que se reuniram para discutir e
colocar em pauta a preservação do meio ambiente nas Negociações Internacionais
para minimizar conflitos causados pela poluição entre os países europeus num
primeiro momento- fenômeno hoje conhecido como “poluição transfronteiriça”.
Essa 1ª Conferência tem um importante papel na formação da
área ambiental, dela derivaram os principais órgãos e legislações para criar as
condições iniciais para a governabilidade deste assunto nos países. Já nos anos
80, foi criada pela ONU uma Comissão para reparar um documento inspirador da
próxima Conferência, que viria a se realizar em 1992, denominada RIO92-
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
(CNUMAD),. Foi produzido um documento referência da área ambiental, denominado
“Our Common Future” - Nosso Futuro Comum-, também conhecido como Relatório
Brundtland.
A RIO 92 realizou um balanço geral do que havia sido feito
nos 20 anos passados e produziu importantes resultados: a Agenda 21, a
Convenção da Biodiversidade, Convenção do Clima e a Convenção Contra o
Desertificação, como instrumentos de orientação, apoio e enfrentamento inicial
de importantes problemáticas ambientais para o Século XXI. Após 92, foram
realizadas a RIO+5 no Rio de Janeiro e a RIO+10 - Cúpula Mundial sobre
Desenvolvimento Sustentável-, em Johanesburgo na África do Sul. Ambas com a
meta de discussão, e avaliação das propostas da RIO 92 e da implantação da
Agenda 21. A RIO+20 será uma grande Conferência de início do novo século, para
avaliar como está a implantação da Agenda 21 e os rumos da sustentabilidade e
da expansão da economia verde no planeta.
Em síntese, quais os principais propósitos dessa grande
Conferência que consolida os 40 anos de percurso da gestão ambiental do
Planeta? Avaliar, estimular e monitorar a implantação de todos os processos
para que o desenvolvimento esteja compatível com o meio ambiente e a qualidade
de vida, trazendo uma discussão sobre a economia verde e sustentável. Muitas
mudanças aconteceram nesses 40 anos, estamos muito diferentes em termos do
relacionamento com meio ambiente, com exemplos de empresas mais estruturadas e
buscando alcançar índices de sustentabilidade, com instrumentos para mitigar os
impactos ao meio ambiente, mas temos muito a fazer.
É nesse clima e ambiente que convidamos a vocês senhores
delegado a debaterem sobre os avanços na economia, vislumbrando a igualdade,
erradicação da pobreza e a preservação do meio ambiente em um novo ciclo
chamado de Economia Verde. Sejam todos bem vindos a RIO+20 - Conferência das
Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável.
INTERNATIONAL COURT OF JUSTICE (ICJ)
While the United Nations was searching for means on how to
solve commotions and controversies between countries in a non-violent way, in
order to achieve peace, a judicial organ was created for such. The
International Court of Justice (ICJ) is the leading judicial organ of the
United Nations and, according to article 1 of the Statute of the Court , was
created to peacefully decide disputes between Member States in consonance with
international law. The ICJ was constituted in 1945 and began its activities in
1946, as a replacement of the Permanent Court of International Justice (PCIJ)
and its role is
“(…) to settle, in accordance with international law, legal
disputes submitted to it by States and to give advisory opinions on legal
questions referred to it by authorized United Nations organs and specialized
agencies.”
The Court’s composition is of 15 judges who are elected by
the United Nations Security Council and the General Assembly for the period of
nine years, renewable for just one time. The students will represent these
judges, and, it is very important to state that each judge is independent, in
other words, has no political ties or implications to its country of origin.
The judges deliberate according to international law and not the law of any
specific country.
The case that the ICJ will debate this year is the one known
as “The Rainbow Warrior” (New Zealand X France). The dispute between New
Zealand and France began around the time when France was conducting nuclear
tests on the islands of French Polynesia that affected both, the environment
and population living nearby. The main event was the sinking of the
Greenpeace’s ship, called Rainbow Warrior and it happened because, supposedly,
some French agents sabotaged the vessel which started to sink.
New Zealand was the one that proposed the case to be judged
by ICJ. It had the intention of punish France for what it had done.
It is a discussion that involves the matter of Greenpeace,
which was acting, at the time, on a very strong anti-nuclear campaign, and also
France, which is one of the public nuclear power possessors countries, that was
enhancing its national prestige through attempting to achieve positive nuclear
outcomes during 20th century’s the arms race.
1 INTERNATIONAL COURT OF JUSTICE. Basic Documents. Statute
of the Court. Available here
2 INTERNATIONAL COURT OF JUSTICE. The Court. Available here
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