domingo, 11 de março de 2012

A iminente expansão de armas nucleares e a adesão de novos países ao TNP


Expansão de energia nuclear, enriquecimento de urânio, aumento de armar nucleares, repasse da tecnologia para grupos terroristas; tais fatores podem ocasionar uma nova grande guerra internacional.

O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) foi assinado em 1968 entrando em vigor em 1970 e, possui como principais objetivos: impedir a proliferação da tecnologia para a produção de armas nucleares, incentivar os desarmamento nuclear e garantir o uso da energia nuclear para bens pacíficos.

Atualmente, 189 países são signatários do TNP, dentre esses, cinco países já possuíam armas nucleares antes de 1967, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia, podendo somente estes manter suas armas nucleares. Entre os signatários, existem dois países suspeitos de estarem desenvolvendo armas nucleares secretamente: Síria e Irã. Ambos países alegam que o desenvolvimento da sua tecnologia nuclear é voltada somente para fins pacíficos, porém suspeitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) insistem na existência de desenvolvimento de armas nucleares nesses países. Existe também a problemática de Israel, o qual é signatário do tratado e claramente possui armas nucleares, porém não as declara oficialmente por interesses políticos.

Existem três países-membros da ONU que não são signatários do TNP e possuem armas nucleares assumidamente: Índia, Paquistão e Coréia do Norte. Justamente por não terem assinado o TNP eles não podem sofrer sanções oficialmente, porém tal poderio militar ameaça a segurança mundial, a paz no planeta.

Além dos problemas já apresentados, existe também o Protocolo adicional, que foi estabelecido em 1997 pela AIEA; nele os países se comprometem a dar informações ainda mais detalhadas à Agência, dando acesso livre aos inspetores da AIEA à seu país, a fiscalização objetiva uma maior rigorosidade, promovendo assim uma maior transparência entre os países sobre suas políticas nucleares. Entretanto, deve-se ressaltar que o Irã decidiu retirar-se desse protocolo adicional em 2003, fato que levantou ainda mais suspeitas sobre o seu programa nuclear, gerando grande apreensão no cenário internacional.

Os países que rejeitaram o Protocolo Adicional afirmam que não o fizeram por este violar um direito básico de um Estado, a soberania, além disso, eles querem proteger suas tecnologias, as não divulgando para o resto do mundo.

Cabe ao Conselho de Segurança das Nações Unidas resolver o impasse da questão nuclear, afinal é uma grande ameaça para a paz mundial, sendo benéfica a solução do conflito para todo o cenário internacional. Além disso, essa reunião servirá para incentivar países não signatários ao TNP aderirem ao mesmo para desta forma diminuir a chance de possíveis e futuros conflitos.

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