Expansão de energia nuclear, enriquecimento de urânio,
aumento de armar nucleares, repasse da tecnologia para grupos terroristas; tais
fatores podem ocasionar uma nova grande guerra internacional.
O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) foi
assinado em 1968 entrando em vigor em 1970 e, possui como principais objetivos:
impedir a proliferação da tecnologia para a produção de armas nucleares,
incentivar os desarmamento nuclear e garantir o uso da energia nuclear para
bens pacíficos.
Atualmente, 189 países são signatários do TNP, dentre esses,
cinco países já possuíam armas nucleares antes de 1967, China, Estados Unidos,
França, Reino Unido e Rússia, podendo somente estes manter suas armas
nucleares. Entre os signatários, existem dois países suspeitos de estarem
desenvolvendo armas nucleares secretamente: Síria e Irã. Ambos países alegam
que o desenvolvimento da sua tecnologia nuclear é voltada somente para fins
pacíficos, porém suspeitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
insistem na existência de desenvolvimento de armas nucleares nesses países.
Existe também a problemática de Israel, o qual é signatário do tratado e
claramente possui armas nucleares, porém não as declara oficialmente por
interesses políticos.
Existem três países-membros da ONU que não são signatários
do TNP e possuem armas nucleares assumidamente: Índia, Paquistão e Coréia do
Norte. Justamente por não terem assinado o TNP eles não podem sofrer sanções
oficialmente, porém tal poderio militar ameaça a segurança mundial, a paz no
planeta.
Além dos problemas já apresentados, existe também o
Protocolo adicional, que foi estabelecido em 1997 pela AIEA; nele os países se
comprometem a dar informações ainda mais detalhadas à Agência, dando acesso
livre aos inspetores da AIEA à seu país, a fiscalização objetiva uma maior
rigorosidade, promovendo assim uma maior transparência entre os países sobre
suas políticas nucleares. Entretanto, deve-se ressaltar que o Irã decidiu
retirar-se desse protocolo adicional em 2003, fato que levantou ainda mais
suspeitas sobre o seu programa nuclear, gerando grande apreensão no cenário
internacional.
Os países que rejeitaram o Protocolo Adicional afirmam que
não o fizeram por este violar um direito básico de um Estado, a soberania, além
disso, eles querem proteger suas tecnologias, as não divulgando para o resto do
mundo.
Cabe ao Conselho de Segurança das Nações Unidas resolver o
impasse da questão nuclear, afinal é uma grande ameaça para a paz mundial,
sendo benéfica a solução do conflito para todo o cenário internacional. Além
disso, essa reunião servirá para incentivar países não signatários ao TNP
aderirem ao mesmo para desta forma diminuir a chance de possíveis e futuros
conflitos.
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