“Há uma desaceleração grave e duradoura do crescimento
mundial, o que será mais duro para a Europa e mais ainda para certos países
pobres” – Dominique Strauss-Kahn. Em 15 de setembro de 2008, o banco de
investimentos Lehman Brothers pede concordata apresentando a maior falência da
história americana. Isso fora causado pela crise do “subprime” (o crédito
imobiliário para pessoas consideradas com alto risco de inadimplência).
Contudo, era só o começo.
A Europa hoje sofre com os efeitos da crise imobiliária
americana, o Euro passa pelo seu primeiro teste real. Os casos mais
inquietantes são os de Portugal com 8,4% de déficit em 2010, Irlanda com 5,3%,
Itália 9,4%, Espanha com 11,5% e o mais alarmante de todos, o da Grécia com
9,4% (lembrando que a União Europeia estabeleceu 3% sendo o máximo). O aumento
de gastos públicos fez com que os países se endividassem, aumentando o déficit
orçamentário e a dívida pública. Outro fato que preocupa é o desemprego, o
Reino Unido teve a maior tava de desemprego desde 1994, 8%; outros países como
Espanha e Lituânia chegam ao patamar de 20%.
O comitê tem como proposta submeter os delegados à
experiência de se colocar no lugar de chefes de Estado, não apenas discutindo a
crise, mas num genuíno processo de tomada de decisões para seus países. Além
disso, é importante a reflexão acerca das últimas décadas da economia mundial;
pensando nas consequências de toda a desregulação bancária, tanto da parte
americana quanto europeia e no processo de ascensão dos BRICS. “Algo desastroso
aconteceu no mundo. Temos que sair deste desastre e não esquecer como entramos.
Isso não poderá acontecer nunca de novo” – Angela Merkel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário