domingo, 11 de março de 2012

A União Européia no pós-crise


“Há uma desaceleração grave e duradoura do crescimento mundial, o que será mais duro para a Europa e mais ainda para certos países pobres” – Dominique Strauss-Kahn. Em 15 de setembro de 2008, o banco de investimentos Lehman Brothers pede concordata apresentando a maior falência da história americana. Isso fora causado pela crise do “subprime” (o crédito imobiliário para pessoas consideradas com alto risco de inadimplência). Contudo, era só o começo.

A Europa hoje sofre com os efeitos da crise imobiliária americana, o Euro passa pelo seu primeiro teste real. Os casos mais inquietantes são os de Portugal com 8,4% de déficit em 2010, Irlanda com 5,3%, Itália 9,4%, Espanha com 11,5% e o mais alarmante de todos, o da Grécia com 9,4% (lembrando que a União Europeia estabeleceu 3% sendo o máximo). O aumento de gastos públicos fez com que os países se endividassem, aumentando o déficit orçamentário e a dívida pública. Outro fato que preocupa é o desemprego, o Reino Unido teve a maior tava de desemprego desde 1994, 8%; outros países como Espanha e Lituânia chegam ao patamar de 20%.

O comitê tem como proposta submeter os delegados à experiência de se colocar no lugar de chefes de Estado, não apenas discutindo a crise, mas num genuíno processo de tomada de decisões para seus países. Além disso, é importante a reflexão acerca das últimas décadas da economia mundial; pensando nas consequências de toda a desregulação bancária, tanto da parte americana quanto europeia e no processo de ascensão dos BRICS. “Algo desastroso aconteceu no mundo. Temos que sair deste desastre e não esquecer como entramos. Isso não poderá acontecer nunca de novo” – Angela Merkel.

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