Em 2012 vai completar 30 anos da guerra
entre os dois países pela posse das Malvinas, que terminou em 14 de
junho de 1982 com a rendição da Argentina
Buenos Aires - O governo argentino aceitou oficialmente a oferta de
mediação da ONU para 'coordenar uma solução pacífica' ao conflito entre Argentina e Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas, informou nesta terça-feira a Chancelaria do país.
O chanceler argentino, Héctor Timerman, enviou ao presidente da
Assembleia Geral das Nações Unidas, Nassir Abdulaziz al-Nasser, uma
carta na qual aceita sua 'boa disposição' para coordenar uma 'solução
pacífica' entre seu país e o Reino Unido na questão das Ilhas Malvinas,
aponta o comunicado.
Segundo a nota, 'a Argentina aceita com o maior interesse e atenção as
iniciativas e sugestões' que possam ser feitas pelo presidente da
Assembleia para contribuir para a solução da polêmica, solicitando a
transmissão da disposição argentina ao Reino Unido.
O anúncio do governo argentino coincide com a ameaça da Confederação
Argentina de Trabalhadores do Transporte (CATT), que na segunda-feira
antecipou que iria boicotar os navios de bandeira britânica que
entrassem no país em protesto pelas 'pretensões militaristas dos
ingleses'.
A oferta de mediação das Nações Unidas veio à tona após ter recebido na
última sexta-feira uma denúncia da Argentina contra o Reino Unido pela
'militarização' das Malvinas e do Atlântico Sul, depois do envio ao
arquipélago do destróier 'MS Dauntless', da Marinha britânica, e da
chegada do príncipe William à região para uma instrução militar.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chamou ambas as partes a evitar
uma 'escalada de tensões' às vésperas do 30º aniversário do início da
Guerra das Malvinas, disputada entre Argentina e Reino Unido e que
deixou cerca de 900 mortos em 1982.
Nas últimas semanas, a Argentina aumentou suas gestões diplomáticas
para somar adesões a sua postura sobre as Malvinas, apoiada até agora
por seus vizinhos sul-americanos e os países da Alba (Venezuela, Cuba,
Bolívia, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Dominica, Antígua
e Barbuda).
http://exame.abril.com.br/economia/politica/noticias/argentina-aceita-mediacao-da-onu-em-conflito-sobre-malvinas
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